dezembro 17, 2016

Já perdi as contas quantas vezes eu sofri por uma simples partida. Já me machucaram tanto que se tornou normal eu perceber alguém chegando e já me preparar para a hora da partida. As piores nem são aquelas que a gente deseja que nunca vão embora e sim aquelas que nos fazem pensar que nunca sentiríamos falta, mas quando partem fazem uma falta danada. E nem vou falar muito sobre aquelas partidas inesperadas… sabe quando você já preparou tudo pra aquela pessoa ficar, já se acomodou e aceitou ela do seu lado e então, de repente, ela se vai.

E não adianta tentar revidar. Quanto mais você reage, mais clara a sua sensibilidade se torna. É, eu sei como dói. E depois deixa de doer. E de uma hora pra outra… começa a doer novamente. Mas são essas dores que fazem de nós pessoas mais fortes, mais preparadas e, quem sabe, pessoas que vão pensar duas vezes antes de partir e machucar mais alguém.

Mas apesar de tudo, eu cheguei à conclusão de que o que importa de verdade não são as partidas, mas as chegadas. A presença, a convivência, a permanência. E convenhamos: as melhores pessoas são aquelas que fazem doer na hora da partida.

Postado por:
Maria Helena

Postado em: Textos

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1 Comentário

  1. camila disse:

    Que texto mais profundo e lindo!!
    Realmente partidas doem…
    Adorei conhecer seu blog 🙂

    http://www.chaeamor.com


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