dezembro 13, 2016

“No começo, éramos um só elemento:

Éramos, antes de tudo, terra para apoiar e sustentar
Éramos água para nos moldar e refrescar
Éramos ar para falar com suavidade
E, claro, éramos fogo quando caia a noite…

Confundíamos as pernas, mas isso era o de menos pois nossos peitos e nossas mentes já eram um só. Seguíamos a mesma direção…

Sempre rindo, nos divertindo, não precisávamos falar para entender o que o outro estava sentindo, afinal, era o que eu estava sentindo também.

Sempre fomos fãs de jogos. Confiávamos plenamente em nós a ponto de fecharmos os olhos e deixar o outro lançar os dados, sabíamos que não iria trapacear. É engraçado, nunca terminamos um jogo se quer, não existia “perdedor” e “ganhador” . Pra falar a verdade, parecia que estávamos, sempre, no início da partida. Começávamos de manhã e quando chegava a noite… nem lembrávamos o que estávamos jogando…

Com o passar do tempo, um dos dados se viciou. Pela primeira vez um dos dois saiu perdendo… nossos tabuleiros começaram a diminuir, passamos pros jogos de cartas e finalmente usávamos somente as mãos para jogar.

Tudo se resumia ao Jo Ken Po:
Eu me tornei pedra, ela virou papel…”

 

Mateus Carioca Costa

Postado por:
Maria Helena

Postado em: Textos

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