Fevereiro 01, 2017

Já teve aquela sensação de que o tempo vai passar e você nunca vai achar o amor da sua vida? Aquele sentimento de que, por mais que você encontre a pessoa certa, nunca vai haver tempo suficiente pra gastar ao lado dela? Que a cada dia que você passa ao lado de alguém, é só mais um dia que você desperdiçou dizendo “eu te amo” pra pessoa errada? Pois é. Ás vezes a gente se sente incompleto pensando que essa sensação de que nunca vamos encontrar o grande amor de nossas vidas é a pior sensação do mundo. Não é. 

Você já desejou nunca ter encontrado o amor da sua vida? Já desejou nunca ter conhecido aquela pessoa? Não porque ela seja uma pessoa ruim ou porque você não gostaria de passar o resto da sua vida ao lado dela, mas pelo simples fato de que, ás vezes, o grande amor de nossas vidas simplesmente não nasceu pra estar ao nosso lado. E por mais que você tente ser otimista e pense que lá na frente vai dar tudo certo, que um dia as suas vidas vão ser uma só, que nada pode atrapalhar o destino inevitável que é estar com o seu grande amor… bom, a realidade está aí para provar que isso não passa de utopia.

Seja como for, a vida segue. A vida não dá a mínima se você já encontrou a pessoa certa ou não. Ela continua e ignora o fato de que você já fez a sua escolha. Ninguém vai ser capaz de substituir essa pessoa. Ninguém vai preencher o espaço que você está guardando porque esse espaço já foi preenchido há muito tempo. E por mais que você tenha aceitado e seguido em frente, não tem como ignorar o fato de que nada nem ninguém nunca vai preencher esse vazio. 

E então você aprende a viver com isso. E você finge que ainda está em busca do seu grande amor. Você age como se a pessoa certa fosse aparecer a qualquer momento. Você finge tão bem que chega até a acreditar nisso por um tempo. Mas no fundo, tudo o que você mais quer, é ter a chance de desencontrar o amor da sua vida e começar tudo de novo.

Eu sei, é tão difícil que ás vezes a gente até pensa que essa é a pior sensação do mundo. Não é.

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Maria Helena

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dezembro 17, 2016

Já perdi as contas quantas vezes eu sofri por uma simples partida. Já me machucaram tanto que se tornou normal eu perceber alguém chegando e já me preparar para a hora da partida. As piores nem são aquelas que a gente deseja que nunca vão embora e sim aquelas que nos fazem pensar que nunca sentiríamos falta, mas quando partem fazem uma falta danada. E nem vou falar muito sobre aquelas partidas inesperadas… sabe quando você já preparou tudo pra aquela pessoa ficar, já se acomodou e aceitou ela do seu lado e então, de repente, ela se vai.

E não adianta tentar revidar. Quanto mais você reage, mais clara a sua sensibilidade se torna. É, eu sei como dói. E depois deixa de doer. E de uma hora pra outra… começa a doer novamente. Mas são essas dores que fazem de nós pessoas mais fortes, mais preparadas e, quem sabe, pessoas que vão pensar duas vezes antes de partir e machucar mais alguém.

Mas apesar de tudo, eu cheguei à conclusão de que o que importa de verdade não são as partidas, mas as chegadas. A presença, a convivência, a permanência. E convenhamos: as melhores pessoas são aquelas que fazem doer na hora da partida.

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Maria Helena

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dezembro 13, 2016

“No começo, éramos um só elemento:

Éramos, antes de tudo, terra para apoiar e sustentar
Éramos água para nos moldar e refrescar
Éramos ar para falar com suavidade
E, claro, éramos fogo quando caia a noite…

Confundíamos as pernas, mas isso era o de menos pois nossos peitos e nossas mentes já eram um só. Seguíamos a mesma direção…

Sempre rindo, nos divertindo, não precisávamos falar para entender o que o outro estava sentindo, afinal, era o que eu estava sentindo também.

Sempre fomos fãs de jogos. Confiávamos plenamente em nós a ponto de fecharmos os olhos e deixar o outro lançar os dados, sabíamos que não iria trapacear. É engraçado, nunca terminamos um jogo se quer, não existia “perdedor” e “ganhador” . Pra falar a verdade, parecia que estávamos, sempre, no início da partida. Começávamos de manhã e quando chegava a noite… nem lembrávamos o que estávamos jogando…

Com o passar do tempo, um dos dados se viciou. Pela primeira vez um dos dois saiu perdendo… nossos tabuleiros começaram a diminuir, passamos pros jogos de cartas e finalmente usávamos somente as mãos para jogar.

Tudo se resumia ao Jo Ken Po:
Eu me tornei pedra, ela virou papel…”

 

Mateus Carioca Costa

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Maria Helena

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novembro 03, 2016

Cansei. Cansei de escrever sobre você. É até difícil lembrar da época em que você não era a inspiração dos meus textos. Muitos não são pra você, mas quem é que pode ter certeza? Acho que nem eu consigo distinguir. Mas deixa pra lá, porque a questão aqui é: você não preenche mais minhas palavras. Então é isso, o blog acabou.

O blog acabou? Não! Posso escrever sobre muitas coisas. Posso escrever sobre o tempo, sobre a natureza e como a vida me faz ser grata por existir. Posso escrever sobre a história do Brasil e recontar diversos boatos que eu ouvi por aí. Posso escrever um diário, um conto, uma crônica, uma fábula e – não duvide – até mesmo uma receita de bolo que eu aprendi na semana passada que, modéstia parte, ficou uma delícia.

É… eu posso escrever sobre tantas coisas que nem iam caber aqui. Pode ter certeza que eu tenho uma lista imensa intitulada: “Coisas que não são você” e elas dariam ótimos temas para meus futuros textos. Mas ainda assim você continua aqui, esparramado nas entrelinhas de todos os meus textos. Porque eu posso escrever sobre as melhores coisas do mundo, e de repente eu até ganho mais leitores porque a verdade é que ninguém mais aguenta te ler por aqui. Mas a verdade? A verdade nua e crua? É que eu ainda escolhe escrever sobre você. Porque, no fim do dia, nem uma delas vai me mandar mensagem dizendo: “Ei! Eu li aquele texto e eu sei que foi pra mim”.

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Maria Helena

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agosto 29, 2016

Oi, estou passando aqui só porque queria dizer que eu sou bonita. Sim, eu sou bonita. Com todos os meus defeitos, com todos os pequenos detalhes que, podem não ser exatamente do jeito que eu gostaria que fossem, mas que me tornam quem eu sou. E digo mais: eu não sou bonita só por fora não, sou bonita por dentro também! A cada dia que passa eu me acho mais bonita e não tenho receio de dizer isso. Claro que não é sempre assim… quantas vezes a gente se olha no espelho e pensa: “poxa vida, eu queria ter a barriga chapada” ou “eu queria ter as pernas mais grossas”. Quantas vezes a gente se pega olhando o Instagram de alguma famosa, desejando ser só um pouquinho mais parecida com ela? Ninguém é perfeito, é inevitável alguém passar a vida inteira sem desejar mudar uma coisinha sequer, todo mundo olha pra si mesmo e encontra  uma falha aqui e outra ali, mas isso não quer dizer que você não possa aprender se amar exatamente como você é.

Por muito tempo eu me enganei, achando que não tinha problemas com autoestima. Eu sempre me achei bonita e ponto final. Mas aqui e acolá eu encontrava alguém que não enxergava em mim a beleza que eu achava que eu tinha, e isso me abalava profundamente. Me desestruturava de um modo que eu não conseguia simplesmente ignorar e eu queria me forçar a entender o motivo daquela pessoa não me achar tão bonita quanto eu me achava e, de repente, eu já estava começando a achar que eu não era tão bonita assim. Depois de muito tempo, eu entendi que se amar não é só saber que é bonita, mas se aceitar e entender que você é o que é, independente do que os outros enxergam em você. E é importante lembrar que a autoestima não está somente em aceitar e amar a si mesmo, a gente demonstra amor próprio quando entendemos que as nossas diferenças são especiais e quando abraçamos as diferenças dos outros também. Enxergar beleza no próximo, é transbordar beleza de você mesmo e não tem nada melhor do que isso.

Hoje eu posso dizer que eu sou bonita  de todas as formas. Sou bonita porque me olho no espelho do jeito que sou, com todas as minhas falhas e não desejo mudar isso. Sou bonita porque não deixo que ninguém abale a confiança que eu mesma construí. Sou bonita porque eu me amo assim e nada no mundo pode mudar isso.

Você é bonita, e no dia que você perceber isso, todo mundo ao seu redor vai perceber também.

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Maria Helena

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