setembro 19, 2017

Algumas coisas simplesmente não eram pra ser.

Não era pra ser teu abraço. Não era pra ser teu toque.

Não era pra ser a tua ligação no meio da madrugada dizendo que tá com saudades.

Já me convenci que não era pra ser eu o motivo da sua risada, tão pouco a razão da sua dor de cabeça.

Algumas vezes eu menti pra mim mesma, me fazendo acreditar que era pra ser assim.

Mas o tempo passa e de tanto dar de cara com a parede do “não”, eu aceitei que não era pra ser.

Não era pra ser a gente.

Não era pra ser dessa vez.

Não era pra ser desse jeito.

Não era pra ser você.

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Maria Helena

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setembro 12, 2017

Sentimentos são extremamente complicados. De sentir, de explicar, de lidar, de entender… Deve ser por isso que existe tanta gente por aí que prefere esconder e enterrar bem fundo. Talvez essa seja mesmo a melhor opção. até porque sentimentos guiam a outros sentimentos e por mais que você consiga suportar o que você sente agora, quem é que pode prever o que vem a seguir? A gente sempre tem medo do que vem depois, do que está esperando mais adiante. Na maioria das vezes, é algo que a gente não consegue lidar. E não tem nada mais assustador que isso.

Se são difíceis de explicar, imagine demonstrar. E como é preciso demonstrar! Palavras nunca são o suficiente na maioria dos casos, no fim o que importa mesmo são as atitudes. Não me entenda mal, eu sempre fui a maior defensora das palavras. Eu realmente acredito na importância e no valor daquilo que é dito, mas às vezes, tudo o que a gente precisa é de uma demonstração, por menos que seja. Ação: é isso que faz com que as palavras se tornem ainda mais verdadeiras. É isso que nos motiva a acreditar nas palavras que ainda estão por vir. E as atitudes, acredite: nos fazem sentir mais seguros em relação aos nossos sentimentos.

Não sou à favor de esconder os sentimentos. Acho que, por muitas vezes, eles são especiais demais para ficaram guardados ou presos dentro de nós. Precisam mesmo de cuidados, de atenção… precisam ser expostos. E se você acha que é bonito falar sobre eles, experimente mostrar!

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Maria Helena

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setembro 10, 2017

Olá, leitores deste que vocês pensaram ser um blog extinto!

Aqui estou eu, mais uma vez, para lhes informar que não: o blog não acabou. Tenho muitos leitores e leitoras com blog, então suponho que estes devem entender como é difícil manter e atualizar um broguinho. Sim, foram 6 meses longe do meu xodó e 6 meses de aflição porque – acreditem – foi um tortura imensa ficar longe. Durante 5 desses 6 meses, o Chuva de Outubro ficou fora do ar (por falta de pagamento da hospedagem, pois a vida não tá fácil pra ninguém, não é mesmo?) e depois de voltar à rede, eu simplesmente não encontrei motivos nem paixão pra escrever.

Claramente eu estou aqui escrevendo e podemos ter certeza que o blog está ativo. Eu tinha prometido a mim mesma que desta vez não faria um texto explicando a minha ausência por motivos de: já está ficando chato. Mas a verdade é que eu não me senti obrigada a explicar o por quê de eu ter voltado ou o motivo de eu ter sumido, eu me senti obrigada a comentar que, nesses 6 meses, eu ouvi e li muita coisa que me fez pensar como é difícil ser “blogueira” nos dias de hoje.

Sem querer me prolongar muito (mas já me prolongando), eu comecei meu primeiro blog aos 6 anos de idade e desde então os blogs criados são incontáveis. Já tive blog sobre literatura, poesia, tecnologia, fotografia, notícias e tudo o que você pode imaginar. A questão aqui é que eu nunca parei de blogar, ou melhor, eu nunca bloguei por obrigação ou por achar que isso faria de mim uma pessoa mais legal. Eu simplesmente gostava de ter um blog, mesmo que a única leitora fosse eu (o que já aconteceu muitas vezes). Hoje, ser blogger, blogueira(o) ou como você quiser chamar, é um profissão e – por algum motivo que eu ainda não entendi muito bem – confere ao blogueiro um certo “status” inalcançável. Obviamente este não é o meu caso. Tenho poucos leitores fiéis e ainda consigo responder todos por e-mail (o que não é ruim) e estou muito satisfeita até agora.

Onde eu quero chegar com essa conversa toda? Bom, nesses 6 meses eu acompanhei blogueiros e blogueiras de todo tipo. A maioria dos blog de muito sucesso, ou melhor, de muitas visualizações, possui um conteúdo raso e fútil: sem o perdão da palavra mesmo. Claro que estou generalizando. Uma boa parte possui um grande público e ótimo conteúdo, inclusive passei a acompanhar muitos deles. Enquanto isso, o Brasil está cheio de blogues com conteúdo profundo, sincero e muito bem construído que, infelizmente, possui a maioria do seu público limitado em: blogueiros. Isso mesmo, as pessoas querem as ideias mais replicadas e mastigadas o possível e, aparentemente, apenas os outros blogueiros conseguem admirar blogues que são feitos com tanto cuidado e carinho.

É óbvio que eu não estou dizendo que grandes blogs não podem ter qualidade. Mas, muitas vezes, a realidade é que você acompanha um determinado blogueiro apenas pelo seu status e não pelo conteúdo que ele produz. É um pouco triste perceber o destino que os blogs brasileiros estão seguindo. Conlcuindo, a mensagem que eu gostaria de deixar é essa: blogueiro é quem tem blogue e quem produz conteúdo. Mas acima de tudo, parabéns aos blogueiros que permanecem escrevendo e criando, mesmo ouvindo todos os dias que “ser blogueiro é ser fútil” e que “você só criou o blog para tentar ser famoso” e continuam escrevendo porque, afinal de contas, ainda existe gente que bloga por amor. <3

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Maria Helena

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fevereiro 01, 2017

Já teve aquela sensação de que o tempo vai passar e você nunca vai achar o amor da sua vida? Aquele sentimento de que, por mais que você encontre a pessoa certa, nunca vai haver tempo suficiente pra gastar ao lado dela? Que a cada dia que você passa ao lado de alguém, é só mais um dia que você desperdiçou dizendo “eu te amo” pra pessoa errada? Pois é. Ás vezes a gente se sente incompleto pensando que essa sensação de que nunca vamos encontrar o grande amor de nossas vidas é a pior sensação do mundo. Não é. 

Você já desejou nunca ter encontrado o amor da sua vida? Já desejou nunca ter conhecido aquela pessoa? Não porque ela seja uma pessoa ruim ou porque você não gostaria de passar o resto da sua vida ao lado dela, mas pelo simples fato de que, ás vezes, o grande amor de nossas vidas simplesmente não nasceu pra estar ao nosso lado. E por mais que você tente ser otimista e pense que lá na frente vai dar tudo certo, que um dia as suas vidas vão ser uma só, que nada pode atrapalhar o destino inevitável que é estar com o seu grande amor… bom, a realidade está aí para provar que isso não passa de utopia.

Seja como for, a vida segue. A vida não dá a mínima se você já encontrou a pessoa certa ou não. Ela continua e ignora o fato de que você já fez a sua escolha. Ninguém vai ser capaz de substituir essa pessoa. Ninguém vai preencher o espaço que você está guardando porque esse espaço já foi preenchido há muito tempo. E por mais que você tenha aceitado e seguido em frente, não tem como ignorar o fato de que nada nem ninguém nunca vai preencher esse vazio. 

E então você aprende a viver com isso. E você finge que ainda está em busca do seu grande amor. Você age como se a pessoa certa fosse aparecer a qualquer momento. Você finge tão bem que chega até a acreditar nisso por um tempo. Mas no fundo, tudo o que você mais quer, é ter a chance de desencontrar o amor da sua vida e começar tudo de novo.

Eu sei, é tão difícil que ás vezes a gente até pensa que essa é a pior sensação do mundo. Não é.

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Maria Helena

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dezembro 17, 2016

Já perdi as contas quantas vezes eu sofri por uma simples partida. Já me machucaram tanto que se tornou normal eu perceber alguém chegando e já me preparar para a hora da partida. As piores nem são aquelas que a gente deseja que nunca vão embora e sim aquelas que nos fazem pensar que nunca sentiríamos falta, mas quando partem fazem uma falta danada. E nem vou falar muito sobre aquelas partidas inesperadas… sabe quando você já preparou tudo pra aquela pessoa ficar, já se acomodou e aceitou ela do seu lado e então, de repente, ela se vai.

E não adianta tentar revidar. Quanto mais você reage, mais clara a sua sensibilidade se torna. É, eu sei como dói. E depois deixa de doer. E de uma hora pra outra… começa a doer novamente. Mas são essas dores que fazem de nós pessoas mais fortes, mais preparadas e, quem sabe, pessoas que vão pensar duas vezes antes de partir e machucar mais alguém.

Mas apesar de tudo, eu cheguei à conclusão de que o que importa de verdade não são as partidas, mas as chegadas. A presença, a convivência, a permanência. E convenhamos: as melhores pessoas são aquelas que fazem doer na hora da partida.

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Maria Helena

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